Uma igreja relevante para adultos solteiros


 13 de março de 2017
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Tenho afirmado que precisamos, como igrejas, voltar nossos olhos para a grande população de pessoas solteiras nos nossos dias.

Uma igreja, que está verdadeiramente atenta a todas as pessoas precisa dedicar-se na ministração da pessoa do adulto solteiro.
Temos visto igrejas que tem sido bênçãos para casais, mas tem se omitido na ministração dos adultos solteiros.
Quando me refiro à pessoa do adulto solteiro, estou lembrando das pessoas acima de 30 anos que não se casaram, que se divorciaram ou ficaram viúvas.
Que tipo de igreja precisamos ter para ser bênção para as pessoas solteiras que a ela esteja filiada?
Em primeiro lugar, uma igreja que deseja ser bênção para os adultos solteiros precisa cultivar uma teologia bíblica do celibato.
Temos, como igrejas, distorcido ou não compreendido a teologia do celibato.
Associamos o celibato somente aos clérigos católicos. O celibato não está ligado somente a padres católicos. Ele está presente na vida de muitos homens e mulheres evangélicos.
Em segundo lugar, uma igreja que deseja ser relevante para a grande população de adultos solteiros precisa tratá-los com dignidade e respeito, sem gracejos ou com uma visão estereotipada.
É triste ver como os solteiros são tratados, até mesmo dos púlpitos por pastores. É vergonhoso ver em nossas igrejas os solteiros serem tratados como encalhados ou com algum defeito de fabricação que os impeça de se casarem.
Em terceiro lugar, uma igreja que deseja ser relevante para os adultos solteiros precisa contemplar na liderança do ministério com famílias, e outros, a presença de representantes deste segmento em seu quadro.
Em minhas viagens para o Brasil, realizando abençoados congressos de famílias, na apresentação daqueles que trabalham no ministério com famílias, noto mais a presença somente de casais. É um equivoco.
No Ministério OIKOS, por exemplo, no quadro de membros do Conselho Administrativo temos tido esta preocupação. Colocar vários representantes de perfis familiares, inclusive, claro, de adultos solteiros.
Em quanto lugar, uma igreja que deseja ser bênção para os adultos solteiros precisa parar, urgentemente, de associar felicidade ou complementação ao casamento. Há pessoas felizes casadas, sim, mas há também muitas pessoas infelizes casadas. Há adultos solteiros felizes e infelizes. A felicidade não é um sentimento associado a um determinado estado civil, mas na relação com Deus, a uma elevada autoestima e a uma compreensão, acima de tudo, quanto a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Basta ler a Bíblia e observar que a expressão “bem-aventurados” ou “felizes” em nenhum momento aparece em situação que envolvam a estado civil.
No que se refere ao complemento, este está ligado, principalmente, à nossa união com Cristo.
Por último, uma igreja relevantes para os adultos solteiros deve ser acolhedora.
Acolher a todos, este é o grande desafio de uma igreja que deseja ser bênção para todas as famílias, incluindo, obviamente, as famílias unipessoais ou de adultos solteiros.

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Por: Pr. Gilson Bifano. É escritor, palestrante e Coach para casais e famílias. É o fundador e diretor do Ministério OIKOS (www.ministeriooikos.org.br)
oikos@ministeriooikos.org.br

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