Pastor e o Ministério com famílias


 28 de novembro de 2016
FamiliasDois colegas pastores, num espaço curto de tempo, ligaram para mim para compartilhar casos de casais crentes que estavam se separando.
“Mas eles são atuantes na igreja”, disse-me um dos colegas pastores.
Sempre quando ouço esses compartilhamentos procuro ajudar o colega e no final digo que a situação vai piorar ainda mais.
Mais casais vão se separar, mais jovens vão se envolver com drogas, mais problemas vão atingir as famílias. Mais casos de homossexualidades aparecerão entre os membros.
Stephen Covey em seu livro “Os 7 hábitos das famílias altamente eficazes”, afirma que até a década de 60 vivíamos numa sociedade pró família. O contexto social, político, urbanístico, trabalhista e econômico eram favoráveis à família.
As leis eram favoráveis à família. As escolas ajudavam as famílias na educação das crianças. As leis trabalhistas cooperavam para a estabilidade da família. A pressão econômica não existia. O movimento feminista estava dando os primeiros passos. A televisão não era uma realidade. Não havia os apelos comerciais que levam as pessoas ao consumismo. Os parentes moravam próximos uns aos outros e ajudavam na criação dos pequeninos.
E hoje? Hoje é o oposto.
As leis são contrárias à família. A escola não se preocupa mais em ajudar na formação do aluno, mas apenas em mostrar os índices de aprovação nos vestibulares. As drogas estão por todos os lugares. Os parentes não moram próximos uns dos outros. O divórcio se tornou banal. A figura de autoridade não existe mais. Antigamente as professoras eram respeitadas. Hoje não! O sexo antes do casamento é tão comum que até mesmo entre muitos jovens crentes se tornou normal.
Howard  Hendricks, concordando com Stephen Covey, em seu livro  “Transforme sua família afirma: “Estamos cercados de influências desconhecidas, hostis e destruidoras do lar. Perdemos a proteção e a sustentação antes providas pela sociedade”.
Até a década de 60 as igrejas não precisam dar muita atenção às famílias. A sociedade, de um modo geral, fazia este papel, isto é, de proteger e fortalecer a família.
Hoje a situação mudou radicalmente. A igreja precisa voltar seus olhos para o ministério com famílias.
A igreja e família são duas instituições criadas por Deus. As duas devem andar de mãos dadas.
A igreja investindo recursos financeiros, pessoais e físicos para o fortalecimento das famílias e estas cooperando para seu crescimento saudável.
Realizar um ministério sério, bíblico é muito mais do que simplesmente realizar um encontro com casais ou uma programação especial no dias das mães.
Trabalhar com famílias precisa ser uma prioridade da igreja e deve ser realizado de maneira contínua e de forma metodológica, científica e bíblica.
É bom saber que muitas igrejas já estão neste caminho, mas muitas outras ainda não se despertaram para esta necessidade. Ainda não se deram conta que realizar um ministério sério com famílias é urgente e se trata de uma questão bíblica.
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PorPr. Gilson Bifano
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